Apedreje o cabra safado!

Apedreje o cabra safado!

Todo cabra safado tem que pagar pelos seus erros. Afinal, ele sabe que é errado e mesmo assim vai em frente e faz o que não deve. Tem mais é que ser punido para ver se aprende. Tinha que ter tido mais responsabilidade e atenção. Foi negligente. A lei tem que ser cumprida. Que seja apedrejado!  A não ser, é claro, que esse cabra safado seja eu mesmo ou alguém da minha família. Aí a coisa muda de figura: “Eu tive os meus motivos para fazer o que eu fiz”. “Vocês não sabem o que eu sofri quando era criança”. Não tenho sangue de barata”. “Errar é humano”. “A carne é fraca”, “Tenham misericórdia!”.

Quanto mais Deus me coloca pelo avesso, menos capacitado me considero para julgar e condenar meu próximo. Que seria de mim sem um Deus misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência. Há muito que já teria sido consumido. Mas, como revela o Salmo 103:14, Deus conhece a minha estrutura; lembra-se de que sou pó. Sou pó como o meu próximo. Sou feito da mesma matéria prima. A massa contaminada  herdada de Adão que alimenta o meu potencial para o mal. Como posso querer atirar a primeira pedra?

Quando você olha nos olhos do inimigo e vê a si mesmo, você percebe que a misericórdia não tem preço. Considero essa frase, do filme “A última das Guerras”, uma grande verdade. Só me disponho a demonstrar misericórdia quando descubro que a vileza que eu condeno no outro também está presente em mim. O problema é que tenho a  tendência a não enxergar meus próprios erros. A trave do meu olho passa despercebida, enquanto não deixo de observar o argueiro no olho do meu próximo a quilômetros de distância.

Mas, quando Deus me revela como sou de verdade, ponho-me de joelho, clamo por misericórdia e peço que o Senhor me capacite a ser tolerante, longânimo e misericordioso com os outros.

“Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo”. Tiago 2:13

“Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”. Oséias 6:6

Mauro Gomes

Aprendiz de Servo Inútil

7 Comentário

  1. Nada além de me por de joelho e clamar por misericórdia, pedindo que o Senhor também me capacite a ser tolerante, longânimo e misericordioso com os outros!

    Que o Senhor te abençoe Mauro e continue te usando para que, através destas palavras e deste blog, Ele nos mostre como devemos ser santos e separados! Buscá-Lo enquanto podemos achá-Lo! E também nos ajude a expressar estes sentimentos que ficam presos dentro da nossa carne nos afastando de um relacionamento puro com o nosso Pai.

    Abraço.

  2. BRUNO FRUTUOSO

    GOSTEI DO TEXTO MAIS TO INFINITAMENTE LONGE DE TER UMA BOA PASCIENCIA POIS GOSTO DE RESOLVER TUDOS COM AS PROPRIAS MAOS MAIS SEI QUE DEUS TA TRABALHANDO EM MIM POIS SO JESUS SALVA!

  3. jovina araujo

    Mauro gostei do texto.Sou uma pessoa paciente e gosto de perdoar.Sempre oro pedindo a Deus que purifique o meu coração e que eu seja uma pessoa melhor.
    Deus lhe abençôe

    jovina

  4. Antonio José Bezerra de Melo

    Quem somos nós para julgar o próximo? Existe uma música que diz:
    “A razão tem razão que a própria razão desconhece”. Isso é uma pura verdade, desconhecemos a razão para tal comportamento, mas, julgamos, rotulamos e escravizamos, isso é um pecado grave… O não julgamento é um aprendizado muto valoroso, infelizmente a maioria das pessoas se acham superiores quando julgam e, se vêem diminuídas se assim não procederem. Pobres Humanos……

  5. Kátia Cunha

    Bom dia!
    Enfrentando uma gripe daquelas….
    Estes momentos de reflexão tem sido muito preciosos de fato, como foi pontuado antes. E desta vez somos colocados a pensar nesse fato sobre “atirar a primeira pedra”.
    E para pensar em atirar a primeira pedra não precisa ser algo muito sério como um adultério, por exemplo, basta ser algo que nos incomode, atrapalhe. Nesse caso, não avaliamos os sujeitos, pois eles já estão errados e merecem ser punidos. Somos juízes onde os réus já foram condenados. Mas , se nos colocamos no lugar do réu, exigimos o julgamento, queremos ser ouvidos, temos argumentos e sempre somos alvos de injustiça.

    Sem dúvida, precisamos tirar as máscaras!

    Um abraço
    Kátia

  6. Petronio Omar Querino Tavares

    Mauro, você tem sido abençoado por DEUS para usar o seu estilo jornalístico para de forma objetiva saber comunicar aos outros o que pensa. Perdoar aos outros realmente é Divino. O ódio, o rancor e a amargura são fardos pesados demais para nós, pobres mortais. As palavras de São Francisco de Assis são profundas e estão fundamentadas em Jesus Cristo: “É perdoando que se é perdoado…”. Ao perdoar e não guardar ódio, rancor ou amargura meu fardo fica menos pesado; essa tem sido a minha opção em Cristo Jesus, que nos convida a não termos nenhum trabalho e descansarmos Nele. Fraternalmente, Presbítero Petronio Tavares.

  7. Agradeço a você, Mauro, por me manter na sua lista, apesar de minha demora em responder aos textos. No mínimo, eles sugerem questões importantes sobre as quais temos de pensar para o crescimento cristão. É muito fácil nós orarmos intercessoriamente (em geral ou nós pedimos para nós mesmos, ou para pessoas relacionadas). Mas, é dif´cil orarmos por nós mesmos, desejando crescer e mudar. A oração tem um efeito retroativo, dando-nos a impressão de que apenas orando nós já fazemos tudo o que temos de fazer. Já a leitura da Bíblia – é preferível não fazer, do que fazer sem meditar, sem estudar.

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