Eu, fariseu

Eu, fariseu

Os fariseus eram os religiosos do tempo de Jesus. Andavam para cima e para baixo com as escrituras embaixo dos braço, viviam apontando os pecados alheios, se achavam justos, não demonstravam misericórdia, passavam longe da compaixão, não se misturavam com as pessoas que consideravam pecadoras, eram avarentos , se consideravam a elite intelectual e tinham uma santidade de fachada.

Ao contrário dos fariseus, Jesus ensinava sendo exemplo. Não condenava os pecadores (veja a adúltera, Zaqueu e a samaritana), procurava a companhia dos pecadores e, por meio da convivência e do seu amor, mudava suas vidas. Se compadecia dos fracos e oprimidos do diabo. Era mestre, mas lavou os pés dos discípulos.

Sem precisar me analisar muito a fundo, constato que estou muito mais para fariseu do que para discípulo de Jesus. Tento ser cristão com a melhor das intenções, mas meu lado fariseu está sempre alí querendo me dominar. Se eu me distrair por muito tempo, meu fariseu interior se agiganta.

Tenho que fazer como a mulher que prostrou-se aos pés de Jesus. Ela reconheceu seus pecados, chorou suas misérias, adorou em gratidão e se sacrificou gastando suas economias em um perfume caríssimo para honrar aquele que a salvou dela mesma. Se não fizer isso, continuarei como o fariseu que, na mesma ocasião, recebeu Jesus em sua casa mas não desceu do seu pedestal.

Mauro Gomes

Aprendiz de Servo Inútil

 

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