Eu me amo!

Eu me amo!

Eu me amo. Por isso busco sempre o meu bem estar. Evito as coisas que me causam aborrecimento ou que podem me irritar. Trabalho, só mesmo o essencial. Não gosto de perder nada, muito menos perder tempo. Gosto de ganhar presentes, mas não de dar. Detesto esperar e ser contrariado. Quero tudo de bom para mim. Me amando desse jeito, que espaço sobra para amar próximo?

Amar ao próximo, conforme Jesus ensinou, significa que, quando o próximo está próximo, eu devo dar uma pausa no meu amor por mim e canalizar meus esforços em favor do outro. Ou seja, fazer coisas cansativas, que não me dão prazer ou que até irão me dar algum “prejuízo” financeiro para beneficiar aquele que está perto de mim e que está necessitado. Exemplos: dar atenção às pessoas idosas ou mais simples da minha família, deixar de comprar uma coisa supérflua ou até necessária para mim a fim de ter dinheiro para ajudar um parente; deixar meus interesses de lado para atender os pedidos da esposa; sacrificar meu lazer pessoal para estar com os filhos, etc. Em resumo, amar o próximo significa me contrariar ou, nas palavras de Jesus, negar-me a mim mesmo. Como posso fazer isso me amando como eu me amo?

A Bíblia fala que Deus é amor. E Ele demonstrou isso se humilhando como homem para dar a vida por pecadores. Então, se quero aprender a amar, tenho que buscar aprender com a autoridade no assunto. Por isso busco atender ao convite de Jesus: “Aprendei de mim”. Tenho compreendido que a única forma de aprender com Jesus é procurar conhecê-lo cada vez mais por meio da convivência no dia-a-dia e pela meditação na Palavra. Os apóstolos sabiam bem a importância disso e diversas vezes recomendaram a busca do crescimento no conhecimento de Deus em suas epístolas. Em Efésios 3:14-19, Paulo afirma que pede ao Pai para que, por meio do poder do Espírito Santo, atuando no homem interior, os irmãos possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que eles e nós sejamos cheios de toda a plenitude de Deus.

O grande amor de Deus excede o meu entendimento limitado. Não compreendo como Jesus foi capaz de morrer por uma pessoa tão má como eu. Tendo essa percepção, vejo que faz todo sentido Ele me pedir para que eu trate os outros como Ele me trata. Que eu ame meu inimigo, faça o bem a quem me fez mal e procure agradar aos outros ao invés de me agradar. O seu amor me constrange a querer fazer isso.

Só tem um problema. Eu não consigo fazer isso. O meu egoísmo não deixa. Nesse beco sem saída só me resta confiar em Deus. Então, se ele diz que é para orar pelo inimigo, forço a minha barra e oro. Quando ele diz que é para eu perdoar, confesso que não consigo e peço poder para fazê-lo. Se ele diz que é para me sacrificar pelos outros, digo a Ele que não quero, mas faço mesmo sem querer. Quando ajo assim, o milagre de Deus acontece. Quando ajo na tentativa de tentar obedecê-lo, Ele vem e capacita-me e aí posso experimentar como a sua vontade é perfeita e agradável. O amor (agir em benefício do outro) transforma quem ama e quem é amado.

 

Mauro Gomes

Aprendiz de Servo Inútil

4 Comentário

  1. Andréa Xavier

    Mauro,

    Gostei demais da simplicidade das suas palavras nesse assunto tão complexo que é o limite do amor próprio e do amor ao próximo.

    Realmente dependemos da graça de Deus para nos constranger a execer a prática do amor ao próximo.

  2. Antonio José Bezerra de Melo

    Caro Mauro.
    Esses textos que você escreve, nos propicia um momento de pausa e reflexão. Essa parada é necessária e traz consigo um alento diante do conturbado mundo em que vivemos. Para mim, isso é tão reparador que permite o alivio de tensões. Na verdade só podemos dar aquilo que temos, portanto só pode dar amor, aquele que se ama e, assim sucessivamente. A vida conturbada do mundo moderno, tem contribuído de forma nociva no desenvolvimento de crenças erradas. O AMOR é parte integrante de nossa essência, quando destoamos da relação com ele, sofremos. Sofremos, porque o AMOR é um sentimento de ternura e isenção e, o espírito humano é tendencioso por natureza. Deus nos enviou o seu filho para mostrar os caminhos que devemos seguir. Foi bem incisivo e claro, deixando o AMOR preponderar diante de situações inimagináveis à compreensão humana. Que Deus continue a lhe iluminar e permita a você, refletir essa luz.

  3. Gilvan Evangelista

    Muito bom!! DEUS o abençoe ricamente!

Responder

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>