Quero aparecer!

Quero aparecer!

Quero aparecer! Quero que as pessoas reconheçam meus talentos, como sou inteligente e muitas vezes brilhante. Espero sempre um tapinha nas costas em sinal de que a minha simulação fez de mim um cara aparentemente legal.

Quero que as pessoas vejam meus “atos de bondade” e me elogiem. Eu desejo, anseio e busco ser exaltado! É muito bom e prazeroso, se não fosse, eu, Mauro Gomes, não procuraria isso tão desesperadamente. Não posso controlar.

Quero ser louvado! Quero ser Deus! Deus, o único bom, único grandioso, único criador e mantenedor do universo, único digno de toda a honra e glória. Como Lúcifer, quero ser louvado como Deus.

O problema é que sempre que me exercito em buscar isso me lembro de quantos alertas a Bíblia me dá sobre os perigos do orgulho e da vaidade. Entre tantas outras, ela conta a história do rei Herodes que morreu comido por vermes por ter aceitado a glória dos homens.

Relata como Nabucodonosor se transformou em um animal por ter achado que todas as suas grandes conquistas se deveram aos seus próprios méritos. Em fim: a soberba precede a ruína, diz Salomão. Isso vale para o futebol, para a política e para as relações sociais.

Miséria, humilhação e desgraça me aguardam no final do caminho que pavimento com tijolos da vaidade. Como diz Andrew Murray, no livro “Humildade…”: “No céu e na terra, orgulho – alto exaltação – é a porta, o nascimento e a maldição do inferno.

Com medo de “ser comido por vermes” procuro vigiar todos os dias para tentar domar minha vaidade. Movido pelos meus fracassos nesse propósito, busco me agarrar a Jesus, o humilde. O Deus que se rebaixou a ser homem. Lavou os pés dos subordinados e ensinou a procurar sentar nos últimos lugares nos banquetes. Só Ele pode me ajudar a controlar esse câncer da vaidade. É assim para que todo mérito seja só dele.

Mauro Gomes

Aprendiz de servo inútil

 

 

 

3 Comentário

  1. É pura verdade. Como é difícil lutar contra a vaidade.

  2. Kátia Cunha

    Sim. O mais difícil é que muitas vezes queremos aprarecer e não assumimos que queremos aparecer,assim vestimos uma capa de “humildade e simplicidade” que esconde, ou que nos faz evidenciar como diferentes e aparecemos mais ainda como “os discretos”, “os simples”. Senhor, a começar e mim quebra a máscara.

  3. Vivo em constante luta contra o meu ego. O meu grande desejo é que Cristo cresça mais e mais e que eu diminua cada vez mais.

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