Sou cristão do Paraguai

Sou cristão do Paraguai

A Apple, a mais famosa fabricante de celulares e computadores do mundo, possui também a marca mais valiosa do planeta. Em 2011, o valor da marca Apple subiu 19%, passando a valer US$ 183 bilhões.

Vi na Internet que “a marca, em geral, é o principal  atributo considerado para a compra de um determinado produto, sendo mais importante que o preço ou local de compra. Ela é a garantia de qualidade, mas, em uma análise mais profunda, também é usada como um forte fator de distinção social intraclasse, recebendo uma forte influência da mídia e de celebridades, que são vistas como heróis, dentro de um processo de projeção de sua identidade”.

Sei bem o que é isso, pois gosto que as pessoas me notem pelas marcas que eu uso. Para me ajudar nisso, a indústria de camisas Lacoste, além do Jacarezinho estampado no peito esquerdo, está colocando agora sua marca na parte de trás da gola da camisa. Assim fica melhor pois, dessa forma, posso  divulgar meu “prestígio” na chegada e na saída.

Marca de valor é uma coisa que, quem tem, quer mostrar. A única marca de valor que é pouco divulgada é a do cristianismo. Não me refiro aquela marca em forma de peixe que se coloca na traseira dos carros como eu coloquei. Mas sim à marca que Jesus disse que os seus seguidores deveriam divulgar. “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13:35). A marca do cristão é o amor.

Divulgo que sou cristão carregando a Bíblia, indo a igreja, colando um adesivo no vidro traseiro. Mas se minhas marcas de cristão não forem além disso, serei um cristão do “Paraguai”.

“Quanto mais religioso você é, menos age com compaixão”. Esse título de um texto publicado na Revista Superinteressante me chamou a atenção. Ele cita dois estudos que indicam que quem é religioso não liga muito para compaixão.

Lendo isso me lembrei logo dos religiosos que foram duramente criticados por Jesus e usados por ele como exemplos de pessoas que não ligam para o sofrimento do próximo na parábola do Bom Samaritano. Será que se Jesus estivesse caminhando na terra nos dias de hoje me incluiria entre eles?

Para agir com amor preciso mais do que um mandamento. Preciso ser constrangido a isso. Sou constrangido quando olho para o fundo do meu coração e vejo toda a podridão existente lá dentro que foi perdoada graças ao amor demonstrado por Jesus que foi duramente torturado e entregou sua vida por mim.

Se não tenho essa percepção, jamais amarei de verdade. É como o religioso que recebeu Jesus para jantar. Ele não reconhecia a importância do seu convidado. Mas a intrusa prostituta prostrou-se aos pés do seu salvador. Referindo-se a isso, Jesus disse: “Mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama” (Lucas 7:47). Ou seja, quando não tenho consciência do tamanho da minha gigantesca dívida, não encontro motivos para amar a Jesus e ao seu próximo.

Mauro Gomes

Aprendiz de Servo Inútil

Responder

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>