Vou morrer!

Vou morrer!

Na vida nos deparamos como muitas incertezas. Duas incertezas principais: Não sabemos se seremos profissionais de “sucesso” e não sabemos se seremos felizes no casamento. Apesar de não ter certeza se alcançaremos esses objetivos, passamos a maior parte de nossas vidas investindo tempo e esforço a fim de nos preparar da melhor forma para alcançá-los. Nessa busca, terminamos deixando em segundo plano a preparação para a única coisa que é certa na existência humana: o encontro com Deus. Vivemos como se isso nunca fosse acontecer ou, no máximo, daqui a mil anos. Nos esquecemos que isso pode acontecer hoje.

A fragilidade da vida foi expressa como ninguém por Jonathan Edwards, em um dos seus célebres sermões em 1741: “O fato de não haver sinais visíveis da morte por perto, não quer dizer que haja, por um momento, sequer, segurança para os ímpios. O fato do homem natural ter boa saúde, de não prever que poderia deixar este mundo num minuto por um acidente, de não haver perigo visível à sua volta, nada disso lhe serve de segurança. Os homens não convertidos caminham por cima das profundezas do inferno, sobre uma superfície frágil onde existem várias áreas quebradiças, também invisíveis, as quais não conseguirão aguentar o seu peso. O cuidado e a prudência dos homens naturais em preservar suas vidas, ou o cuidado de terceiros em preservá-las, não lhes dá segurança por um momento sequer”.

Essa realidade me faz meditar nas palavras de Paulo: “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Coríntios 13:5). Se sou convertido, estou vivendo como um?

Este final de semana descobri o livro: “Um mês para viver”, de  Kerry e Chris Shook. Segundo os autores, boa parte das pessoas que descobrem que estão com os dias contados “aposentam a figura do impostor e passam a expressar o que realmente pensam; pedem perdão a quem magoou e perdoam os que os decepcionaram; valorizam as coisas simples; aproxima-se da família e dos verdadeiros amigos; reavaliam prioridades; valorizam a Deus e preocupam-se com o legado que deixarão; cada dia é uma nova aventura para ser vivida plenamente”. Em resumo, vive como um cristão.

Steve Jobs, já em tratamento contra o câncer, afirmou: “Lembrar que se vai morrer em breve é a mais importante ferramenta que já encontrei para fazer grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo, todas as expectativas, todo o orgulho, todo medo de falhar desaparecem quando se enfrenta a morte, deixando apenas o que é importante”.

O que é mais importante? Vou deixar que Jonathan Edwards responda por meio de um trecho da carta que ele escreveu para o seu filho:

“Na semana passada, David morreu; aquele que você conhecia e com quem brincava, e que vivia em nossa casa. Sua alma entrou no mundo eterno. Se ele estava preparado para a morte, nós não sabemos. Este é um aviso audível de Deus para que você se prepare para a morte. Você vê que ele sendo jovem morreu, tal qual aqueles que são velhos; David não era muito mais velho do que você. Lembre-se do que Cristo disse, que você deve nascer de novo, ou nunca verá o Reino de Deus. Nunca se dê ao descanso enquanto não tiver uma boa evidência de que você é convertido e tornou-se uma nova criatura”.

 

Mauro Gomes

Aprendiz de Servo Inútil

3 Comentário

  1. Petronio Omar Querino Tavares

    Mauro e Micheline, excelente a reflexão sobre a morte… Sobre ela apenas Jesus Cristo nos garante a vitória eterna. Abraços, Petronio Tavares.

  2. antonio germano

    gostei do relato

  3. Renildo Bizarria

    Excelente reflexão!!!

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